Troca de governo reacende encampação da Famema

06/08/2010 01:20

Candidato ao governo do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB) se mostra favorável

Talita Zaparolli - Agência BOM DIA - Sexta-feira, 23 de julho de 2010 - 21:37

    O projeto de incorporação da Famema (Faculdade de Medicina de Marília) pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), estagnado há pelo menos quatro anos, pode ser retomado caso o candidato tucano ao governo do Estado, Geraldo Ackmin, vença o pleito de outubro.

    Em recente visita a Marília para conhecer as obras de implantação do Hospital de Reabilitação da Rede Lucy Montoro (anexo ao Hospital das Clínicas), Alckmin se mostrou favorável à retomada do projeto, segundo o diretor geral da Famema, José Augusto Alves Ottaiano.

    “Pedimos que o processo fosse retomado. Ele se mostrou muito solícito”, disse.

    O BOM DIA vai questionar todos os outros concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes sobre o assunto.

    Durante as gestões de Alckmin como governador, entre 2001 e 2006, o processo de encampação chegou a estágio avançado. 

    Lei complementar aprovada pela Assembleia Legislativa extinguindo a Famema chegou a ser publicada no Diário Oficial em janeiro de 2006. Porém, o processo emperrou quando, naquele ano, Alckmin deixou o governo do Estado para concorrer à Presidência da República.
 
    Seus sucessores no governo paulista, Cláudio Lembo (DEM) e José Serra (PSDB) eram contrários à encampação da faculdade, além do atual governador (ex-vice de Serra), Alberto Goldman (PSDB). 

    Criada em 1966, a Famema foi estadualizada em dezembro de 1994 pelo então governador Luiz Antônio Fleury Filho. 

Atendimento

    Com a incorporação à Unesp, os cursos de medicina e de enfermagem seriam geridos pela universidade e as unidades hospitalares do complexo Famema se tornariam autarquias do governo do Estado, sendo administradas e mantidas pela Secretaria de Estado da Saúde.

    Hoje, apesar de ser autarquia estadual vinculada à Secretaria Estadual de Ensino Superior, a Famema é um instituto de ensino superior isolado no Estado.

    Integram o complexo Famema o Hospital das Clínicas, Materno-Infantil, Hospital São Francisco, Hemocentro, Ambulatório de Especialidades Mário Covas, NGA (Núcleo de Gestão Assistêncial), além de Unidade Oftalmológica.

    Hoje os hospitais da Famema sobrevivem com o teto de pagamentos do SUS (Sistema Único de saúde) com um orçamento anual de cerca de R$ 80 milhões. 

    “Repetidas vezes o volume de atendimento estoura o teto e a faculdade arca com o prejuízo.”

    Segundo Ottaiano, a encampação põe os projetos da Famema na mesma pasta das grandes universidades estaduais. Além disso, amplia possibilidades de instalar cursos de pós-graduação e de especialização.

    Outra vantagem, segundo ele, é uma melhoria significativa na qualidade do atendimento prestado à população.

    “Os acesso aos recursos seria mais fácil e eles viriam pela Secretaria da Saúde que ficaria responsável, entre outras coisas, pela melhoria na estrutura física do hospital. Hoje brigamos para sobreviver. Atendemos população de cerca de 1,5 milhão de pessoas de 62 municípios”, justifica. 

    O complexo Famema realiza cerca de 120 mil procedimentos mensais, entre consultas, cirurgias e exames. 

    Ottaiano também explica que, por se tratar de instituto isolado, não há critérios para o reajuste salarial dos funcionários, diferentemente do que ocorre com as demais universidades estaduais que negociam o reajuste com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas).

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Política/25781/Troca+de+governo+reacende+encampacao+da+Famema

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